quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A FILOSOFIA DE SENECA

Esta semana, fui apresentada ao filósofo Lúcio Aneu Séneca , um dos mais célebres escritores e intelectuais do Império Romano através do livro: "SOBRE A BREVIDADE DA VIDA".
Seneca ocupava-se da forma correta de viver a vida, de forma ética, fisica e lógica. Juntamente com Marco Aurélio e Cícero, conta-se entre os mais importantes representantes da intelectualidade romana. Séneca via no cumprimento do dever um serviço à humanidade. Procurava aplicar a sua filosofia à prática. Deste modo, apesar de ser rico, vivia modestamente: bebia apenas água, comia pouco, dormia sobre um colchão duro. Séneca não viu nenhuma contradição entre a sua filosofia, estóica, e a sua riqueza material: dizia que o sábio não estava obrigado à pobreza, desde que o seu dinheiro tivesse sido ganho de forma honesta. No entanto, devia ser capaz de abdicar dele.
Séneca via-se como um sábio imperfeito: "Eu elogio a vida, não a que levo, mas aquela que sei dever ser vivida." Os afetos (como relutância, vontade, cobiça, receio) devem ser ultrapassados. O objetivo não é a perda de sentimentos, mas a superação dos afetos. Os bens podem ser adquiridos, à condição de não deixarmos que se estabeleça uma dependência deles.
Para Séneca, o destino é uma realidade. O homem pode apenas aceitá-lo ou rejeitá-lo. Se o aceitar de livre vontade, goza de liberdade. A morte é um dado natural. Séneca influenciaria profundamente o pensamento de João Calvino. O primeiro livro de Calvino foi um comentário ao De Clementia, de Séneca.
Seguem algumas citações deste pensador:
-Não é porque certas coisa são difíceis que nós não ousamos. É justamente porque não ousamos que tais coisas são difíceis.
-É parte da cura o desejo de ser curado.
-Podes conhecer o espírito de qualquer pessoa, se observares como ela se comporta ao elogiar e receber elogios.
-Trabalha como se vivesses para sempre. Ama como se fosses morrer hoje.
-Cada um é tão infeliz quanto acredita sê-lo
-O amor não se define; sente-se.
-Aos outros perdoa sempre, porque a ti nunca?
-Nenhum vento é favorável para o marinheiro que não sabe para onde ir.
-A vida, sem uma meta, é completamente vazia.
-Quando a velhice chegar, aceita-a, ama-a . Ela é abundante em prazeres se souberes amá-la. Os anos que vão gradualmente declinando estão entre os mais doces da vida de um homem. Mesmo quando tenhas alcançado o limite extremo dos anos, estes ainda reservam prazeres.
-Perguntas-me qual foi o meu progresso? Comecei a ser amigo de mim mesmo.

6 comentários:

R.Vinicius disse...

“- Lizzie se soubesse o tamanho do meu contentamento ao vê-la, eu penso que a distância seria menor. Sêneca – eu lembro os dizeres “não perca a manhã aguardando a noite, nem perca a noite aguardando a manhã.” Sobre o Livro da Woolf – posso acrescentar que é muito bom, há uma parte que me agrada, onde o homem chora ao ver uma cena aparentemente sem importância, no entanto a sensação de desligamento lhe proporciona o fato. Qual o motivo do meu interesse por Camus? Não é mestrado, nem doutorado, mas algo totalmente alheio a estudos; está ligada a minha figura. Se quiser ouvir uma história ligando a minha figura, Camus, a França, livros; eu prometo lhe contar. Só deixo para a próxima porque o tempo está curto. Abraço e até mais.

Mônica disse...

Estou passando para dizer olá.

Andrea disse...

Lisa ,adorei as dicas de Sêneca .
beijão pra vc e ótimo fim de semana

Elisa no blog disse...

Oi Lisa,
Gostei da foto nova. Vc está mais bonita ainda.
Há tanto tempo atrás, Sêneca já sabia das coisas e tem muito a nos ensinar.
bj

Valéria Martins disse...

Tenho um dos livros do Sêneca, "Aprendendo a viver". Gosto muuuito. Bjs!

Rosana disse...

Olá querida!!! Só passei pra dar um oi e disser que adorei o que eu li!!! Perdoar a si mesma??? Pra mi não é nada fácil!!! Bjusss!!!