quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Refletindo com Lia Luft

Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos — para não morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos.


Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido.

Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo.

Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: "Parar pra pensar, nem pensar!"

O problema é que quando menos se espera ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do shopping, no trânsito, na frente da tevê ou do computador. Simplesmente escovando os dentes. Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, do rancor, da lamúria, da hesitação e da resignação. Sem ter programado, a gente pára pra pensar.

Pode ser um susto: como espiar de um berçário confortável para um corredor com mil possibilidades. Cada porta, uma escolha. Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas. Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar: reavaliar-se.

Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto.

Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida.

Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar.

Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo.

Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos.

Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.

Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada.

Parece fácil: "escrever a respeito das coisas é fácil", já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado.

Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança.

Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.

Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.

E que o mínimo que a gente faça seja - a cada momento - o melhor que afinal se conseguiu fazer.

(Por Lya Luft)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Ninguém tem a felicidade garantida. A vida simplesmente dá a cada pessoa tempo e espaço. Depende de você enchê-los de alegria.  (Brown)

A felicidade é a soma de todas as infelicidades que a gente não teve. (Marcel Achard)

Uma vida feliz é dedicada a aprender, ganhar e almejar. (Lillian Gish)

Se perder a capacidade de rir, perderá a de pensar. (Clarence Darrow)

Homem feliz é aquele que, ao despertar, se encontra com prazer, se reconhece como aquele que gosta de ser. (Paul Valéry)

Resolvi ser feliz porque é melhor para a saúde. (Voltaire)

Não é preciso ter muita coisa para ser feliz: Tenho agasalho para o frio, comida para matar a minha fome e muitas amizades para me alegrar.

Desisti de ser feliz.Agora me sinto muito menos infeliz.

Você quer estar sempre com a razão ou quer ser feliz?

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Eu estou sempre renascendo.
Cada nova manhã é o momento de recomeçar a viver.
Há 80 anos eu começo meu dia da mesma maneira -
 e isso não significa uma rotina mecânica,
mas sim algo essencial para a minha felicidade."  
(Pablo Casals)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Cantarolando Paralamas do Sucesso

A vida sem freio me leva, me arrasta, me cega
No momento em que eu queria ver
O segundo que antecede o beijo
A palavra que destrói o amor
Quando tudo ainda estava inteiro
No instante em que desmoronou
Palavras duras em voz de veludo
E tudo muda, adeus velho mundo

Há um segundo tudo estava em paz

Cuide bem do seu amor
Seja quem for,
Cuide bem do seu amor
Seja quem for...

E cada segundo, cada momento, cada instante
É quase eterno, passa devagar
Se o seu mundo for o mundo inteiro
Sua vida, seu amor, seu lar
Cuide tudo que for verdadeiro
Deixe tudo que não for passar
Palavras duras em voz de veludo
E tudo muda, adeus velho mundo
Há um segundo tudo estava em paz

Cuide bem do seu amor
Seja quem for,
Cuide bem do seu amor
Seja quem for...

(Paralamas do Sucesso)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Haikais

Esta vida é uma viagem
Pena eu estar
Só de passagem.


Amar é um elo
Entre o azul
E o amarelo.


A noite - enorme
Tudo dorme
Menos teu nome.


Pra que cara feia?
Na vida,
Ninguém paga meia.
                                                                                (Paulo Leminski)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Hoje é dia do Sushi !













Branca como Sushi
Eu sou verdade nua e crua
Não cozida ao Sol
Posso ser indigesta
Mas como diz o oriental:
não faz mal ao coração.

Fonte: http://mari-lia-poesia.blogspot.com/2010/06/sushi-nu-e-cru.html  

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Começa hoje a 56ºFeira do Livro

A 56ª Feira do Livro de Porto Alegre se espalha pela Praça da Alfândega e pelo Cais do Porto a partir  da tarde desta sexta-feira. A feira do livro para nós é sempre motivo de expectativa e alvoroço na cidade.
















Para ter acesso a programação completa, acesse http://www.feiradolivro-poa.com.br/programacao.php

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Você gosta do que faz?

Você se sente realizado com o seu trabalho?
Você tem prazer de ir para o trabalho?
Seus olhos brilham quando você conta para alguém como foi o seu dia, sobre os seus projetos que realizou?
Há coisa pior do que passar a maior parte do dia e da vida produtiva fazendo o que não gosta?

Se este não é o seu caso, saiba que você não é o único. São poucas as pessoas que encontram realmente paixão naquilo que fazem, mas são justamente elas exemplos de profissionais bem-sucedidos, tanto no campo pessoal quanto o profissional. Veja os exemplos ilustres de Antônio Ermírio de Moraes, Abílio Diniz (da rede Pão de Açúcar), a empresária Milú Vilela, a escritora Maria Adelaide Amaral, entre outros.
A possibilidade de fazer o que se gosta e unir prazer ao trabalho diário pode trazer, além de muita felicidade, entusiasmo e qualidade de vida, ganhos expressivos também financeiramente. É o que afirma Mark Albion, autor do livro "Making a Life, Making a Living", ainda sem tradução para o português. Albion concedeu recentemente uma entrevista à Revista Você S.A., onde comentou a pesquisa que realizou sobre o assunto. Ele investigou a vida de 1.500 profissionais que obtiveram seu diploma de MBA (Master in Business Administration) nas melhores escolas americanas há 20 anos. Quando fizeram sua primeira opção de emprego após o curso, 83% (1.245 pessoas) afirmaram que ganhariam dinheiro primeiro, para depois fazer o que realmente desejavam. Escolheram o emprego por causa do salário. O restante, 17%, disse que faria aquilo que realmente lhe interessava, independente da questão financeira. Vinte anos depois, os resultados são surpreendentes: entre os 1.500 pesquisados, Albion encontrou 101 multimilionários. Apenas um deles pertence ao primeiro grupo. Os outros 100 faziam parte do segundo, de 255 profissionais que seguiram sua paixão. A experiência mostra que as chances de ficar milionário fazendo o que se gosta são 50 vezes maiores de quem trabalha apenas para ganhar dinheiro.

A revista  Época, em uma das suas edições, também abordou a questão: “Dá para ser feliz no trabalho?”. A reportagem foi baseada em dois livros sobre o tema, e me fez pensar sobre a minha relação com o trabalho. Eu adoro trabalhar. Mas conheço mais gente que detesta do que gente que gosta do que faz. E o curioso é que muitos dos que não gostam falam mais de trabalho do que eu. Não do trabalho em si, mas do ambiente do emprego. Parecem presos às disputas de poder, às fofocas, a quem está sacaneando quem, ao que o fulano disse ou deixou de dizer, aos supostos privilégios de um em detrimento de outro. São alimentados pelas pequenezas do cotidiano que os massacra. E, mesmo que não admitam, também colaboram com sua cota de intrigas. Mesmo que não admitam, há um prazer nessa dinâmica do dia a dia, seja num escritório revestido de mármore, seja num chão de fábrica.

Fiquei pensando por que eu gosto de trabalhar. Primeiro, para mim há uma diferença fundamental entre trabalho e emprego. Na minha divisão pessoal, o emprego é o lugar onde eu trabalho. Se meu emprego permite que eu trabalhe, é um bom emprego. Se não permite, é hora de sair em busca de um que me deixe trabalhar. Então, é uma relação de troca, para além do salário. Eu faço da melhor maneira aquilo que sei fazer de melhor, e o emprego me dá as condições e a autonomia para que eu possa fazer o melhor que sei fazer. Se essa relação está equilibrada, eu ganho e todos ganham.  De tempos em tempos, eu faço uma análise dessa relação de equilíbrio. O resultado me mostra se algo precisa mudar. Na minha avaliação, interna e pessoal, entram não só as questões objetivas, mas também as subjetivas. Ou seja: o salário, os equipamentos, as condições, o espaço, o investimento é importante, mas ser tratada com respeito e educação é tão importante quanto. Se um dia eu tivesse um salário milionário, mas meu chefe cometesse o que hoje é chamado no Código Penal de assédio moral, tenho certeza de que não ficaria um minuto a mais.

Por isso sou feliz no trabalho. Não trabalho apenas para ter um salário que me permita adquirir bens, nem trabalho para agradar um chefe. Ter um bom salário e um chefe satisfeito é o melhor cenário. E é importante. Mas meu horizonte está além. Não é circunstancial, nem estou a serviço de um projeto corporativo ou do projeto individual de um outro. O que tenho é um projeto de vida que, naquele momento, coincide com o de um superior, de uma empresa. Coincide, mas não está preso a ele. Acredito que todos ganham quando um projeto coletivo é construído não por escravos modernos e corporativos, mas por gente livre.  Nosso olhar sobre o mundo muda o mundo. Mesmo que seja um não-olhar, mesmo que seja uma falta. Se o seu olhar é vazio não é só a sua vida que se torna opaca, mas o que você poderia criar no mundo que se apaga antes de existir. O que somos e o que fazemos não é apenas uma profissão, um emprego, um meio de pagar as contas. É a expressão da singularidade de cada um de nós. É o nosso jeito único, intransferível e irrepetível de estar no mundo. E, com nosso trabalho, mudar o mundo e ser mudado por ele.

Quando você dá sentido ao seu trabalho, você não se deixa alienar. Seu trabalho não se torna algo separado de você, um produto que não é seu. Ao contrário. Ele é você, contém você, tem nele o seu desejo. Como expressão de sua passagem pelo mundo, seu trabalho lembra a cada dia de quem você é e do que realmente importa. Se isso não acontece, talvez seja hora de mudar. Não apenas de emprego, não somente o que está fora de você, mas algo um pouco mais profundo, bem mais fundo, mas que pode condenar ou libertar a sua vida.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Poetando Quintana

DAS UTOPIAS


Se as coisas são inatingíveis... ora!

Não é motivo para não querê-las...

Que tristes os caminhos se não fora

A mágica presença das estrelas!

(Mario Quintana - Espelho Mágico)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

BOM FIM DE SEMANA


Bendito seja
o descanso
porque dele
é feito a paz.











quarta-feira, 20 de outubro de 2010

terça-feira, 19 de outubro de 2010

"A felicidade de um amigo deleita-nos. Enriquece-nos.
Todo meu patrimônio são meus amigos"
(Emily Dickinson)

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Seja mais do que importante, seja raro

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.

2. Quando estiver em dúvida, apenas dê o próximo pequeno passo.

3. A vida é muito curta para perdermos tempo odiando alguém.

4. Seu trabalho não vai cuidar de você quando você adoecer. Seus amigos e seus pais vão. Mantenha contato.

5. Pague suas faturas de cartão de crédito todo mês.

6. Você não tem que vencer todo argumento. Concorde para discordar.

7.. Chore com alguém. É mais curador do que chorar sozinho.

8. Está tudo bem em ficar bravo com Deus. Ele aguenta.

9. Poupe para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.

10. Quando se trata de chocolate, resistência é em vão.

11. Sele a paz com seu passado para que ele não estrague seu presente.

12. Está tudo bem em seus filhos te verem chorar.

13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem ideia do que se trata a vida deles.

14. Se um relacionamento tem de ser um segredo, você não deveria estar nele.

15. Tudo pode mudar num piscar de olhos; mas não se preocupe, Deus nunca pisca.

16. Respire bem fundo. Isso acalma a mente.

17. Se desfaça de tudo que não é útil, bonito e prazeroso.

18. O que não te mata, realmente te torna mais forte.

19. Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz. Mas a segunda só depende de você e mais ninguém.

20. Quando se trata de ir atrás do que você ama na vida, não aceite não como resposta.

21. Acenda velas, coloque os lençóis bonitos, use a lingerie elegante. Não guarde para uma ocasião especial. Hoje é especial.

22. Prepare-se bastante, depois deixe-se levar pela maré.

23. Seja excêntrico agora, não espere ficar velho para usar roxo.

24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.

25. Ninguém é responsável pela sua felicidade além de você.

26. Encare cada "chamado" desastre com essas palavras: Em cinco anos, vai importar?

27. Sempre escolha a vida.

28. Perdoe tudo de todos..

29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.

30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo.

31. Independentemente se a situação é boa ou ruim, irá mudar.

32. Não se leve tão à sério. Ninguém mais leva....

33. Acredite em milagres.

34. Deus te ama por causa de quem Deus é, não pelo o que vc fez ou deixou de fazer.

35. Não faça auditoria de sua vida. Apareça e faça o melhor dela agora.

36. Envelhecer é melhor do que a alternativa: morrer jovem.

37. Seus filhos só têm uma infância.

38. Tudo o que realmente importa no final é que você amou.

39. Vá para a rua todo dia. Milagres estão esperando em todos os lugares.

40. Se todos jogássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos os de todo mundo, pegaríamos os nossos de volta.

41. Inveja é perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.

42. O melhor está por vir.

43. Não importa como você se sinta, levante-se, vista-se e apareça.

44. Produza.

45. A vida não vem embrulhada em um laço, mas ainda é um presente."



Por REGINA BRETT, 90 ANOS, CLEVELAND, OHIO

Para celebrar o envelhecer, uma vez eu escrevi 45 lições que a vida me ensinou. Foi a coluna mais requisitada que eu já escrevi. Meu taximetro chegou aos 90 em Agosto, então aqui está!

sábado, 9 de outubro de 2010

12 dicas para o dia das crianças

1.Acorde tarde

2.Tome café da manhã com seu bolo preferido

3.Assista desenhos animados

4.Almoce na casa de sua avó

5.Brinque de amarelinha

6.Dance no meio da sala

7.Ande de balanço

8.Faça um passeio pelo zoológico

9.Vá ao cinema assistir uma comédia

10.Jante num “Fast Food”

11.Coma chocolate (sem culpa)

12.Durma tarde...!!










 

No dia das crianças, faça feliz a criança que há dentro de você!


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Gentileza é qualidade de vida. Por um motivo simples a vida é feita de relacionamentos. Vive melhor quem tem competência para se relacionar e faz parte dessa competência tratar o outro com civilidade e respeito. Estique o braço para os lados para cima e para baixo.É nessa área que você deve atuar. Crie harmonia e beleza em seu entorno basta que cada um cultive gentileza em seu palmo de terra. Pessoas felizes não são pessoas que não tem problemas. São aquelas mais preparadas para enfrenta los porque geralmente tem bom senso, resistência e capacidade de tolerar frustrações.
(Trecho do Livro - "A ARTE DE SER LEVE", de Leila Ferreira)

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

CowParade em Porto Alegre

O maior evento de arte urbana do mundo – a CowParade – chega pela primeira vez ao Rio Grande do Sul e invadirá as ruas de Porto Alegre a partir do dia 8 de outubro, quando a cidade amanhecerá repleta de simpáticas vaquinhas. Criadas por artistas gaúchos das mais diversas vertentes, as obras permanecerão até o dia 20 de novembro em exposição, atraindo milhares de olhares numa verdadeira galeria a céu aberto. Ao todo, 80 esculturas feitas em fibra de vidro em tamanho natural serão espalhadas pelos quatro cantos da capital, colorindo as principais ruas, avenidas, praças e shoppings, entre outros pontos estratégicos.

Para os realizadores, que já puderam ver o conjunto de esculturas no galpão onde as vaquinhas foram customizadas, a primeira edição da CowParade Porto Alegre promete surpreender. “A qualidade artística está excelente. Buscando inspiração na sua história e tradição, os artistas gaúchos criaram obras lúdicas e esteticamente muito bonitas”, resumem Catherine Duvignau e Ester Krivkin, da Toptrends, empresa que detém os direitos de licenciamento da CowParade no País e realizam o evento em parceria com a Farah Service e com o patrocínio exclusivo da MU-MU. O patrono da mostra, Rodrigo Vontobel, fala que a idéia “é encantar e envolver o público com uma exposição totalmente democrática, acessível para quem quiser ver, tocar e interagir”.

Artistas sulistas consagrados, como Mauro Fuke, Zorávia Bettiol, Ana Norogrando, Eduardo Vieira da Cunha e Denise Haesbaert assinam obras ao lado de novatos como Fernando Giongo, Duda Lanna, Juliana Bassani e Mirele Riffel, entre outros. Designers, arquitetos, grafiteiros, publicitários ou apenas aventureiros no mundo das artes, todos tem em comum a oportunidade de arrancar sorrisos e atrair a atenção de milhares de pessoas que poderão ver as vaquinhas durante quase dois meses. “Com tantas vacas espalhadas por Porto Alegre, é inevitável que se descubra novos talentos. E o mais bacana é que em todas as cidades onde a CowParade passa, a paisagem urbana fica mais rica e colorida, num lindo museu interativo”, explicam as diretoras da Toptrends, que já realizaram edições em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba.

Após a exposição nas ruas de Porto Alegre, no dia 21 de novembro, a CowParade segue para o Shopping Bourbon Country, onde ficará em exposição até o dia 30 do mesmo mês. No primeiro dia de dezembro, as 80 vaquinhas serão leiloadas em um grande evento no Teatro do Bourbon Country, e o dinheiro arrecadado será revertido para projetos do Funcriança, mantido pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre, parceira institucional do evento.

Eu assisti a exposição em São Paulo e achei o máximo!
Vamos prestigiar !!


Serviço  CowParade Porto Alegre
08/10 a 20/11 – Exposição – Ruas de Porto Alegre
21/11 a 30/11 – Exposição Shopping Bourbon Country
01/12 – Leilão – Teatro do Shopping Bourbon Country


segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Comendo, rezando e amando..

Quem já não teve vontade de fazer isso:"Arrumar as malas e pegar um voo para uma terra distante, fugir do mundo, refletir sobre a vida e resgatar sua alma dos "fast foods" modernos, carreiras agitadas e namoros apressados.." é isso que propõe o filme "Comer, Rezar, Amar" que estreiou nos cinemas na ultima sexta-feira, baseado no livro de memórias de Elizabeth Gilbert e sua busca - atravessando o mundo - atrás de auto-descoberta.
Liz (no papel de Julia Roberts) é uma escritora que resolve tomar conta da sua vida e fazer um montão de coisas que tem vontade(viajar, conhecer(se), sentir(se) e aprender.. mesmo tendo abrir mão da vida de conforto e de um  casamento instável. Logo de cara no primeiro capítulo, ela aparece ajoelhada no meio da madrugada aos prantos, orando a Deus pela primeira vez, (a cena me tocou muito..)pedindo uma luz, uma saída, um sinal. É nesse momento que espontaneamente, o filme começa.
Liz tinha tudo o que uma mulher sonha ter – um marido, uma casa, uma carreira bem-sucedida e ainda sim -como muitas outras pessoas- ela está perdida, confusa vazia e em busca do que ela realmente deseja na vida. É quando ela pede o divórcio num momento decisivo, sai da zona de conforto, arriscando tudo para mudar sua vida, e embarca numa jornada ao redor do mundo que se transforma em uma busca por auto-conhecimento, escolhendo  três países cujo nome começam com I: Itália, Índia e Indonésia. Em suas viagens, ela descobre o verdadeiro prazer de comer na Itália; (o que achei a parte mais interessante e deliciosa do filme), Esta primeira é um filme passeio turístico e culinário... lá também ela conhece um grupo de amigos que a adota, levando-a para restaurantes e até para casas de campo, onde passam o feriado de Ação de Graças. É na Itália que ela começa a aprender a relaxar e a alegria de não fazer nada – o famoso dolce far niente.lá ela descobre os prazeres da boa comida, dos bons vinhos..  Na Índia, ela conhece Richard (no papel de Richard Jenkins), um texano que implica com o seu jeito desde a sua chegada, até que se torna seu amigo depois de confessar o seu verdadeiro motivo de estar ali. É na índia que  ela descobre o poder da oração. Depois de alimentar corpo e alma, Liz encontra parte pra Bali, na Indonésia, o seu último destino,onde ela encontra o equilíbrio e atão esperada paz interior que procurava. Quando chega na ilha, ela se instala na casa de um sábio curandeiro balinês, onde já esteve anos atrás. Lá, não só recebe lições de sabedoria, como também faz novos amigos; um deles é Felipe (Javier Bardem), o brasileiro que desperta em Liz a vontade de amar e se apaixonar de novo. Em Bali ela também conhece uma curandeira que havia perdido tudo ao separar-se do seu marido. ela junto da sua filha, são responsáveis pelo momento mais emocionante do longa : a doação da casa feita por Liz, sendo este o seu presente de aniversário.
O filme também homenageia a música nacional, com citações como o “Samba da benção”, aquele que diz que “é melhor ser alegre que ser triste”. O filme se passa na primeira pessoa, com Liz Gilbert contando as suas próprias experiências na passagem por essas três diferentes culturas, e suas reações a cada uma delas, onde ela mesma refuta seguir à risca os ensinamento, como se mostrasse que, mesmo as religiões não são – ou não deveriam ser – dogmas impostos, mas sugestões de comportamento. Por mais que a crítica tenha difamado o longa e caracterizado como mais um clichê, Comer rezar e amar é um belo filme para refletirmos sobre nossos valores e sobre nossa espiritualidade. Vale a pena conferir !

domingo, 3 de outubro de 2010

Minha preocupação não é se Deus está ao nosso lado; minha maior preocupação é estar ao lado de Deus, porque Deus é sempre certo.


Minhas imperfeições e fracassos são como uma bênção de Deus - assim como meus sucessos e meus talentos - e eu coloco ambos a seus pés.

Eu segurei muitas coisas em minhas mãos, e eu perdi tudo; mas tudo que eu coloquei nas mãos de Deus, eu ainda possuo.

Deus não nos exige que tenhamos sucesso; ele apenas exige que tenhamos fé.

(Abraham Lincoln)

sábado, 2 de outubro de 2010

Bom fim de semana
















"Deus nos concede, a cada dia, uma página de vida nova no livro do tempo. 
Aquilo que colocarmos nela, corre por nossa conta." 

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Falando em amor...















Ontem assisti ao filme Amor à Distância, dirigido por Nanette Burstein, onde Drew Barrymore (As Panteras) e Justin Long (Arraste-me Para o Inferno)  vivem o casal Erin e Garrett que se vêem no dilema de viver um relacionamento, cada um vivendo em estados diferentes nos Estados Unidos. A história faz um bom questionamento: um amor a distância sobrevive?! Para quem já viveu isso por um tempo, sabe que tem muito sofrimento nesse tipo de relacionamento, porém o roteiro do filme é bom, por isso, são bem balanceados os momentos de sofrimento com os de comédia. A diretora soube fazer um ótimo trabalho. O filme tem um humor aceitável, seja na enxurrada de palavrões (que é mostrada de uma forma natural), seja nos amigos do Garrett  que são ótimos, incluindo os seus bigodes..!













A trilha sonora é uma delícia, característica própria desses novos filmes meio "índies", Cat Power, The Cure, The Pretenders e até a música Take my Breathe Away, da banda Berlin (tema de Tom Cruise e Kelly McGillis em Top Gun). Cenas melosas pela cidade de Nova York, incluindo locações clássicas como o Central Park e o parque de diversões de Coney Island, faz parecer que cada música tá no lugar certinho.
O figurino simples da personagem de Drew Barrymore é capaz de nos dar muitas dicas do que usar no dia a dia e até em um jantar a dois, visto que muitos homens não gostam de mulheres tão produzidas e maquiadas em excesso. Drew faz um estilo básico, mas moderninho, despojado e madeixas inspiradas no universo do surf, ela já antecipa algumas tendências da próxima estação e faz com que todos prestem mais atenção em seu visual.













Amor à Distância consegue divertir e emocionar...tudo graças à sintonia e a boa  química entre os protagonistas, (já que os dois atores vivem uma relação amorosa na vida real!) Se por um lado o filme abusa dos clichês das comédias românticas, por outro, usa da internet, do celular e do sexo por telefone para criar o clima do namoro tecnológico e que supera as barreiras da distância. Mas o filme não vai mais fundo que isso - não é daqueles que vai fazer a gente se debulhar em lágrimas com uma história de amor emocionante, nem  uma comédia que nos levam o expectador a gargalhar o tempo inteiro, mas tem um bom final, eu diria "fofo" sem ser piegas e não deixa de ser uma boa pedida para àqueles que são fãs do gênero.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Amas a vida?


Então não desperdices o tempo.


Porque desse material é que a vida é feita.


(Benjamin Franklin)

domingo, 26 de setembro de 2010

Amor pra recomeçar - Frejat/Barão Vermelho


Eu te desejo
Não parar tão cedo
Pois toda idade tem
Prazer e medo...
E com os que erram
Feio e bastante
Que você consiga
Ser tolerante...
Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero.
Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar..
Eu te desejo muitos amigos
Mas que em um
Você possa confiar
E que tenha até
Inimigos
Prá você não deixar
De duvidar...
Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero...
Eu desejo!
Que você ganhe dinheiro
Pois é preciso
Viver também
E que você diga a ele
Pelo menos uma vez
Quem é mesmo
O dono de quem.
Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Amar não é aceitar tudo. Aliás: onde tudo é aceito, desconfio que há falta de amor.  (Vladimir Maiakóvski)

Amar é cansar-se de estar só: é uma covardia portanto, e uma traição a nós próprios - importa soberanamente - que não amemos.      (Fernando Pessoa)

A medida do amor é amar sem medida.   (Victor Hugo)

Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca.  (Clarice Lispector)

Tão bom morrer de amor e continuar vivendo.(Mário Quintana)

domingo, 19 de setembro de 2010

"Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo. 
Apalpar o nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. 
Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. muita inquietação por debaixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema: pensar nem pensar" (Lya Luft)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

BOM FIM DE SEMANA!

"Mais do que coisas novas, aquilo que precisamos é de uma maneira nova de ver as coisas."


Não é o que acontece numa sociedade envelhecida e cínica, que gere as crises com oportunismo e sem referências a valores, e uma cultura que legaliza disfarçadamente a violência e a morte, parecendo trazer novidade, mas revelando tão só esgotamento e vazio.
Quem não vir o bem no âmago da realidade nem sequer chegará a compreendê-la e não terá futuro."
(P. Vasco Pinto de Magalhães, s.j. )

Este texto rico, eu repliquei da minha querida amiga Bacouca.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Um sarau poético


O livro de Mario Quintana, "Velório sem Defunto" é base do sarau poético-cultural, hoje, 19h, no mezanino da  CCMQ - Casa de Cultura Mário Quintana(Andradas, 736), no Segmento Quintanares e Melodias. Os poemas do escritor serão recitados por Jairo Klein e Floreny Ribeiro e intercalados por páginas musicais, de autores diversos, executados pelo trompetista Jean Marie. A publicação reúne grandes temas da poética de Quintana, pela presença permanente dos seus mundos, vivências, memórias, metaforizações, espantos e esperas.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010


O segundo livro de poemas de Alexandre Spinelli - paulista que adotou Porto Alegre entre 1989 e o ano passado e hoje reside nos Estados Unidos - "Você já Escutou o Silêncio? (Edições Dubolsinho) busca a aproximação dos sentimentos da existência sempre com um olhar de espanto.

Em cada verso, o autor tenta apresentar a ternura e a perplexidade apaixonado pela vida, diante de diferentes situações.

A poesia de Spinelli utiliza uma linguagem de atração direta, poemas com simplicidade, utilizando o lirismo e a metáfora comedidamente.

Em 46 poemas, o autor se debruça sobre amor, alegria, cotidiano e coisas prosaicas como uma goiabeira ou um café:
 "Dois pontinhos mais escuros /No meio do branco da espuma/O que me lembram/A que remetem?".





terça-feira, 14 de setembro de 2010

Quanto custa ser feliz?

O que faz você feliz? Responda rápido. Vamos. Se pudesse escolher a melhor coisa para acontecer com você agora, provavelmente diria que era ganhar na loteria, certo? Aí poderia comprar um carro novo, aquela casa dos sonhos, fazer uma viagem luxuosa, parar de trabalhar. E seria muito mais feliz. Pode até ser verdade, mas essa sensação não duraria muito. Após décadas pesquisando o assunto, psicólogos, neurocientistas e economistas chegaram à conclusão de que o dinheiro traz felicidade, sim, mas não tanto quanto imaginamos. E quem gasta muito acaba prejudicado na hora de aproveitar pequenos prazeres essenciais à boa vida, como jantar fora na companhia dos amigos ou saborear lentamente uma barra de chocolate. Pesquisas recentes mostram que nosso cérebro se engana quando sonha que uma casa na praia, um carro novo ou uma grande paixão nos deixariam mais satisfeitos. Mesmo sem nada disso, dizem os cientistas, estamos fadados à felicidade. As mais recentes descobertas no campo da ciência não se voltaram contra o dinheiro. Elas propõem, na verdade, uma relação diferente com o saldo bancário e uma nova maneira de distribuir os gastos do mês. Indicam que devemos priorizar investimentos que trazem boas experiências e relacionamentos em vez de grandes tacadas. Em junho, pesquisadores das universidades de Harvard e de Virginia, nos Estados Unidos, e de British Columbia, no Canadá, divulgaram um estudo com o sugestivo nome: “Se o dinheiro não te faz feliz, então você não está gastando direito”. Eles questionam o fato de que, se grana traz essa alegria toda, por que é que os milionários não estão mais felizes do que a média da população mundial? A resposta é que a maioria de nós não faz ideia de quais são os gastos que realmente trarão o contentamento que esperamos. “Recentemente comprei um par de botas de R$ 3 mil”, diz a estudante Mayara Turquetti, 23 anos, que nunca teve que se preocupar em comparar preços, ao descrever uma tarde de compras comum em seu dia a dia. “Depois de algum tempo, as botas já estavam encostadas no fundo do armário, junto com tantas outras que tenho. E eu não estava mais feliz”, afirma. “É legal entrar em uma loja sem olhar o preço, mas no final das contas o que me faz melhor hoje é passar tempo com as pessoas de que gosto.” Mayara concluiu, sozinha, o que os pesquisadores estão tentando nos mostrar. Gastos exorbitantes não tornam ninguém mais feliz no longo prazo. Ao contrário, dizem os cientistas, pagar por uma refeição especial, cursos de idiomas ou viagens curtas trariam muito mais retorno para a construção da felicidade duradoura, pois nos ajudam a estabelecer conexões pessoais. Para ter acesso a toda matéria na íntegra, acesse
http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI166261-17773,00-QUANTO+CUSTA+SER+FELIZ+TRECHO.html


É preciso saber encontrar a alegria na alegria dos outros, para mim não há satisfação maior do que aquela que sentimos quando proporcionamos alegria a alguém. A felicidade depende mais do estado de espírito do que das circunstâncias exteriores.


E você, o que o faz feliz?

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Flores pra Voce!

Primavera

(Los Hermanos - composiçao Marcelo Camelo)


Primavera se foi e com ela meu amor
Quem me dera poder consertar tudo que eu fiz
O perfume que andava com o vento pelo ar
Primavera soprando pr'um caminho mais feliz


Mais feliz, pois a rosa que se esconde
No cabelo mais bonito, é um grito
Quase um mito, uma prova de amor
Primavera se foi, e com ela essa dor
Se alojou no meu peito devagar
A certeza do amor não me deixa nunca mais


Primavera brilhando em seu olhar
E o olhar que eu guardo na lembrança
Ainda traz a esperança
de te ter ao meu ladinho numa próxima estação


Primavera se foi e com ela meu amor
Quem me dera poder consertar tudo que eu fiz
O perfume que andava com o vento pelo ar
primavera soprando pr'um caminho mais feliz
Mais e mais feliz.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Sobre paixoes e auto-estima

Sou a favor do amor. Sempre. Sou daquelas que precisa estar apaixonada o tempo todo. Claro que na maioria das vezes o alvo da minha paixão é um rapaz mais ou menos alto, com cara de homem e que beija bem. Mas algumas vezes me apaixono também por um livro, por um trabalho novo. Até por novelas eu sou apaixonada.

Minha última paixão durou 10 meses. Quase um ano de adrenalina pura: frio no estômago, downloads de música para ele, contagem regressiva para o próximo encontro. Uma delícia de vida. Até que a chama foi apagando. A chama dele, é bom deixar claro. Comecei a perceber aqueles sinais que a gente adora fingir que não estão ali, acenando pra gente a fim de mostrar que o outro não está na mesma sintonia. Por sorte os percebi e tratei de fazer o que era preciso: me afastei. Certa vez ouvi que uma dama sempre sabe a hora de se retirar e, mesmo sem ser assim tão dama, tão fina, agi como se fosse. Doeu? Pra caramba, mas doeria muito mais ver aquela história tão gostosa ir morrendo aos poucos. Enchi-me de coragem e falei "acabou, né?". Ele ficou atônito, sem palavras e eu continuei: neguinho, lembra o que combinamos no início? Que só ficaríamos juntos para sermos felizes, nossos momentos juntos seriam os melhores do mundo. Nossa história foi incrível, mas você não está mais a fim, então é hora de acabar.
Acabamos eu e ele, a paixão continuou. Mas meu lado capricorniano fala alto de vez em quando e me faz usar a razão: não vale a pena estar com alguém que não vai feliz da vida ao cinema comigo. Não vale a pena fazer-me cega para a falta de paixão do outro. Semanas de choro e muito colinho de amigas depois, reencontrei meu eixo e fiquei feliz por saber que fiz algo tão bom para minha autoestima, para meu amor próprio. E, principalmente, por ver que não deixei uma linda história de paixão, sexo e desejo virar uma coisa mais ou menos. Nosso romance teve um infarto fulminante, não precisou ir pra UTI, não agonizou. E hoje é uma linda lembrança.

Ok, eu sei que você vai pensar "pô, Aline, você deveria ter investido mais" ou "Ai, você desiste muito fácil". Não, eu não desisto fácil, eu só aprendi que para mim "pouco" nunca é o bastante. Eu quero tudo, eu quero muito. Sim, você advinhou: eu sou exigente. Estar com alguém que não está comigo me faz um mal imenso. E há algum tempo aprendi que sou eu que preciso cuidar de mim, não posso deixar esta responsabilidade nas mãos do outro. É muita responsabilidade para ele e muita burrice da minha parte.
Geralmente condicionar a felicidade ao fato de ter um namorado faz mal à minha saúde mental, à minha autoestima. E quando a paixão vai ladeira abaixo, me dá uma vontade imensa de desistir do amor. E se tem uma coisa a que me recuso é endurecer meu coração. O dia que isto acontecer vou perder o que tenho de mais bonito em mim: a capacidade de amar. Então, prefiro eu mesma cuidar de mim, ser seletiva, ser cuidadosa. Sou especial demais para me entregar a qualquer um. Da mesma forma que abandono um livro ruim, não uso uma roupa que não me caia bem, também dispenso um namoro morno. Sou especial demais e qualquer hora vai pintar um carinha apaixonado por mim. Enquanto isso, vou curtindo outras paixões: meus livros, meus textos, meus amigos.

P.S.: Esse texto é da minha querida amiga Aline Gouvea. Para conhecê-la, acessem aqui:  http://alinegouveamello.blogspot.com/


quinta-feira, 2 de setembro de 2010

"Há uma primavera em cada vida:
é preciso cantá-la assim florida, 
se Deus nos deu voz, foi para cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
que seja a minha noite uma alvorada,
que me saiba perder para
poder me encontrar.."
(Florbela Espanca)


terça-feira, 31 de agosto de 2010

Previsáo

A meteorologia

(palavra sem poesia)

avisa: chuva nem pensar,
continuará seco:
o pampa,
a serra,
o planalto,
o litoral...
a boca,
a alma
e o corpo,
seguem a previsão: secos
(coisas do coração).

Por Haydeé Schlichting Hostin Lima.

domingo, 29 de agosto de 2010

APOSTA

Apostas quando acordas, 
apostas quando atravessas a rua, 
apostas nos teus amigos, 
apostas nos teus princípios, 
apostas quando te apaixonas, 
apostas quando amas alguém,
aposta na minha maneira de ser, 
apostas no amor de alguem, 
aposta na minha verdade
é tal qual aquela que te disse.
apostas nesse amor, 
apostas nessa verdade.
apostas que sou o teu melhor
que te torno melhor,
e que melhor que isso não há.
apostas? 

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

BOM FIM DE SEMANA

A verdadeira decisão é medida pelo fato de que você tomou uma atitude.
Se não houver atitude, então você realmente não decidiu.
Se você escolhe não decidir, você já tomou uma decisão."
(Neil Peart)

"Deve-se pensar muitas vezes, deve-se decidir de uma só vez."
(Publílio Siro)

sábado, 21 de agosto de 2010

ESCOLHA

A história humana é feita de decisões; 
para decidir é preciso saber renunciar, 
perder vantagem e valores para ganhar outros. 
Não posso controlar as circunstâncias, 
mas posso escolher como viver, 
mesmo que tudo mude ao meu redor. 

Posso escolher agradecer ao invés de reclamar. 
Posso escolher sorrir ao invés de chorar. 
Posso escolher repartir ao invés de reter. 
Posso escolher compartilhar ao invés de me orgulhar. 
Posso escolher entender ao invés de complicar.
Posso escolher amar ao invés de ignorar.
Posso escolher acreditar ao invés de criticar.
Posso escolher perdoar ao invés de odiar.
Posso escolher me doar,
Posso escolher mudar,
Posso escolher aprender,
Posso escolher lutar,
Posso escolher recomeçar.

Você não escolhe como ou quando morrer, você só pode decidir como vai viver.
Somos livres pra decidir o rumo de nossas vidas, por isso não acredito em destino. O futuro é resultado das nossas escolhas. 

Eu escolhi ser feliz..!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

"Quem perde o telhado ganha as estrelas."

RESPOSTA/SKANK

"Bem mais que o tempo

Que nós perdemos

Ficou prá trás

Também o que nos juntou.

Ainda lembro

Que eu estava lendo

Só prá saber

O que você achou

Dos versos que eu fiz

Ainda espero

Resposta.

Desfaz o vento

O que há por dentro

Desse lugar

Que ninguém mais pisou.

Você está vendo

O que está acontecendo

Nesse caderno

Sei que ainda estão:

Os versos seus,

Tão meus que peço

Nos versos meus

Tão seus que esperem

Que os aceite.

Em paz eu digo que eu sou

O antigo do que vai adiante

Sem mais eu fico onde estou

Prefiro continuar distante."

domingo, 15 de agosto de 2010

Amar não acaba. 
É como se o mundo estivesse à minha espera. 
E eu vou ao encontro do que me espera
(in A Descoberta do Mundo, Clarice Lispector)

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

BOM FIM DE SEMANA


Sumi porque só faço besteira em sua presença, fico muda quando deveria verbalizar, faço piadas sem graça, digo absurdos quando melhor seria silenciar.
Sumi porque não há futuro e isso não é o mais difícil de lidar, pior é não ter presente e o passado ser mais fluido que o ar.
Sumi porque não há o que se possa resgatar, meu sumiço é covarde mas atento, meio fajuto meio autêntico, sumi porque sumir é um jogo de paciência, ausentar-se é risco e sapiência, pareço desinteressada, mas sumi para estar para sempre do seu lado, a saudade fará mais por nós dois que nosso amor e sua desajeitada e irrefletida permanência.

(....)

"Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente.O amor não acaba, nós é que mudamos.." (Martha Medeiros)

quarta-feira, 4 de agosto de 2010