Ontem assisti ao filme Amor à Distância, dirigido por Nanette Burstein, onde Drew Barrymore (As Panteras) e Justin Long (Arraste-me Para o Inferno) vivem o casal Erin e Garrett que se vêem no dilema de viver um relacionamento, cada um vivendo em estados diferentes nos Estados Unidos. A história faz um bom questionamento: um amor a distância sobrevive?! Para quem já viveu isso por um tempo, sabe que tem muito sofrimento nesse tipo de relacionamento, porém o roteiro do filme é bom, por isso, são bem balanceados os momentos de sofrimento com os de comédia. A diretora soube fazer um ótimo trabalho. O filme tem um humor aceitável, seja na enxurrada de palavrões (que é mostrada de uma forma natural), seja nos amigos do Garrett que são ótimos, incluindo os seus bigodes..!
A trilha sonora é uma delícia, característica própria desses novos filmes meio "índies", Cat Power, The Cure, The Pretenders e até a música Take my Breathe Away, da banda Berlin (tema de Tom Cruise e Kelly McGillis em Top Gun). Cenas melosas pela cidade de Nova York, incluindo locações clássicas como o Central Park e o parque de diversões de Coney Island, faz parecer que cada música tá no lugar certinho.
O figurino simples da personagem de Drew Barrymore é capaz de nos dar muitas dicas do que usar no dia a dia e até em um jantar a dois, visto que muitos homens não gostam de mulheres tão produzidas e maquiadas em excesso. Drew faz um estilo básico, mas moderninho, despojado e madeixas inspiradas no universo do surf, ela já antecipa algumas tendências da próxima estação e faz com que todos prestem mais atenção em seu visual.

Amor à Distância consegue divertir e emocionar...tudo graças à sintonia e a boa química entre os protagonistas, (já que os dois atores vivem uma relação amorosa na vida real!) Se por um lado o filme abusa dos clichês das comédias românticas, por outro, usa da internet, do celular e do sexo por telefone para criar o clima do namoro tecnológico e que supera as barreiras da distância. Mas o filme não vai mais fundo que isso - não é daqueles que vai fazer a gente se debulhar em lágrimas com uma história de amor emocionante, nem uma comédia que nos levam o expectador a gargalhar o tempo inteiro, mas tem um bom final, eu diria "fofo" sem ser piegas e não deixa de ser uma boa pedida para àqueles que são fãs do gênero.